Mercado de capitais movimenta R$ 8,8 bilhões em fevereiro

Debêntures da Petrobras são destaque nas emissões de títulos

Por Gabriela Freire Valente - redação@lexisnexis.com.br

As empresas brasileiras movimentaram R$ 8,8 bilhões no mercado de capitais apenas no mês de fevereiro, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Embora o número seja expressivo, o montante ficou abaixo dos R$ 9,4 bilhões registrados no mesmo período de 2018. O levantamento da Anbima mostra, no entanto, que o acumulado em 2019, de R$ 23,4 bilhões, superou os R$ 18,8 bilhões movimentados no segundo bimestre do ano anterior.

José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima, explica que a renda variável apresentou melhores resultados nos primeiros dois meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2018. “Com o cenário econômico mais estável e otimista para os investidores, as empresas começam a vir a mercado para ofertar ações: duas operações de follow-on marcaram o período e há outras no pipeline para serem lançadas em breve”, recorda.

As debêntures, no entanto, foram responsáveis por 51% das emissões domésticas, com R$ 4,5 bilhões transacionados. Em segundo lugar, ficaram as operações de follow-on, com 29% do total (R$ 2,5 bilhões), seguidas pelos fundos imobiliários, com 8% (R$ 657 milhões). As notas promissórias, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) movimentaram R$ 445 milhões, R$ 434 milhões e R$ 219 milhões, respectivamente, no mês de fevereiro.

A Anbima observa que as emissões de debêntures por meio da ICVM 400 realizadas no mês de fevereiro foram superiores às emissões de títulos com esforços restritos (ICVM 476), o que não acontecia desde fevereiro de 2013. O motivo por trás da movimentação seria uma operação da Petrobras de R$ 3,6 bilhões que representou cerca de 80% dessas emissões. As debêntures incentivadas, emitidas pela Lei 12.431/2011, captaram R$ 3,1 bilhões em fevereiro, totalizando um volume de R$ 3,3 bilhões no acumulado do ano. Novamente, a maior parte desse montante se deve à emissão da Petrobras, responsável por R$ 2,6 bilhões desse total. Os investidores institucionais seguem como os principais investidores do produto, com 59,8% dos papéis no bimestre. No mesmo período do ano anterior, eles representavam 44,4% dos investimentos. 

Acesso restrito. Faça seu login .

Este conteúdo é exclusivo para assinantes Lexis 360

Cadastre-se gratuitamente e tenha acesso ao Lexis 360

Campo obrigatório.
Campo obrigatório.
Campo obrigatório.
Campo obrigatório.
Campo obrigatório.
Campo obrigatório.
Campo obrigatório.