M&As recuam 22% em janeiro de 2019

Relatório TTR indica queda em volume e valor das transações no primeiro mês do ano

Por Gabriela Freire Valente - redação@lexisnexis.com.br

O mercado transacional iniciou 2019 com um recuo de 22,2% no volume de fusões e aquisições (M&A) no mês de janeiro, frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Transactional Track Record (TTR), 63 operações do tipo foram anunciadas no primeiro mês do ano no mercado brasileiro. O valor movimentado com os negócios, um total de R$ 7,9 bilhões, também foi 17,9% inferior ao aferido em janeiro de 2018.

As transações no mercado de tecnologia lideraram o volume de negócios com uma alta de 23% nos M&As em relação ao mesmo período do ano passado. O setor de internet, no entanto, registrou queda de 14% no total de transações, mas o volume de empresas estrangeiras investindo no setor cresceu 14,2%.

Uma baixa de 20% também foi observada no segmento de financeiro e seguros. As operações no mercado de varejo cresceram 17%.

Entre as aquisições anunciadas, 20 foram feitas por estrangeiros e seis delas se trataram de compras feitas por americanos, seguidas por cinco feitas por espanhóis. Empresas brasileiras realizaram três aquisições no mercado externo, tendo como alvos duas companhias nos Estados Unidos e uma na Costa Rica.

As operações de private equity sofreram queda de 67%, com apenas duas operações anunciadas. Os investimentos de venture capital recuaram 72%, com oito negócios contabilizados.

Rankings

O deal que movimentou as cifras mais altas no primeiro mês do ano foi a venda do braço de energia renovável do grupo italiano Enel para a chinesa CGN Energy International Holdings. A transação foi avaliada em R$ 2,9 bilhões. A venda da refinaria da Petrobras em Pasadena, nos EUA, para a Chevron, por R$ 2 bilhões, ficou em segundo lugar no ranking, seguida pela venda de participação na Comgás para a Cosan por R$ 1,9 bilhão.

O Pinheiro Neto Advogados ficou em primeiro lugar no ranking de assessores jurídicos com duas transações anunciadas e com R$ 2 bilhões negociados. O segundo lugar foi para o BMA Law, com duas operações e R$ 125 milhões negociados. O Demarest Advogados ficou na terceira posição, com dois deals e R$ 43 milhões transacionados.

Confira a íntegra do relatório aqui.

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