Comissão Europeia veta fusão entre Alstom e Siemens

Remédios propostos pelas partes foram considerados insuficientes

Por Gabriela Freire Valente - redação@lexisnexis.com.br

A Comissão Europeia barrou a aquisição da francesa Alstom pela alemã Siemens, depois de considerar os remédios concorrenciais propostos pelas partes insuficientes. A fusão criaria uma gigante no setor de equipamentos ferroviários com receita combinada de cerca de 15 bilhões de euros. Segundo a autoridade europeia, o negócio criaria um “líder de mercado incontestável”.

O veto do órgão é considerado incomum, visto que o poder de barrar uma operação só foi utilizado pela comissão cerca de 30 vezes ao longo de 30 anos. Os governos de França e Alemanha, que apoiavam a união entre as companhias, devem endossar os recursos que as partes venham a apresentar diante da proibição.

A Comissão Europeia, no entanto, já havia avaliado um pacote de remédios concorrenciais apresentado por Siemens e Alstom e os considerou “insuficientes” para sanar preocupações. Em comunicado, a autoridade destacou os riscos para os mercados de sistemas de sinalização e de material circulante de alta velocidade.

O pacote de remédios propostos pelas empresas contemplava a venda de ativos e a separação de divisões de negócios e de produção. “A comissão buscou a visão de participantes do mercado sobre a proposta. O retorno foi negativo para ambas as áreas”, comunicou a autoridade.

A comissão considerou que a união dos negócios culminaria em alta nos preços, menos opções de escolha para operadores de linhas férreas e gestores de infraestruturas. “A comissão proibiu a fusão porque as companhias não estavam dispostas a atender nossas sérias preocupações concorrenciais”, afirmou a comissionaria Margrethe Vestager. “Sem remédios suficientes, essa fusão resultaria em preços altos para o mercado de sistemas de sinalização que mantém passageiros seguros e para a próxima geração de trens de alta velocidade”.

Em paralelo à apreciação do caso Alstom-Siemens, a Comissão Europeia também vetou a compra da Aurubis Rolled Products e de sua participação na Schwermetall pela Wieland. As companhias alemãs atuam no mercado de metais laminados.

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