Caixa pretende vender quatro subsidiárias via abertura de capital

Ao menos duas empresas devem ser alvo de ofertas públicas ainda em 2019

Por Marina Hernanz* - redação@lexisnexis.com.br
Dois ativos da Caixa serão vendidos ainda esse ano
Dois ativos da Caixa serão vendidos ainda esse ano
Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou que pretende vender todos os ativos que não fazem parte das operações principais do banco, serão quatro subsidiárias das áreas de loterias, seguros, cartões e gestão de recursos. Em evento do banco Credit Suisse para investidores na quarta-feira (30), o executivo explicou que o objetivo não é vender 100% da participação da Caixa nessas empresas, mas realizar uma abertura de capitais gradual. Ele afirmou que pelo menos dois ativos serão vendidos ainda em 2019. O primeiro deles deve ser a Caixa Loterias.

Guimarães declarou que a venda dessas subsidiárias ajudará a Caixa a pagar aportes da União no banco no total de R$ 40 bilhões e acrescentou que a abertura de capital deve acontecer nas bolsas de valores de São Paulo, a B3, e de Nova York, a New York Stock Exchange (NYSE). O presidente da estatal disse que há uma meta arrecadar R$ 100 bilhões em securitização de crédito imobiliário, bem como com investimentos no mercado de maquininhas de cartão e cartão de crédito consignado.

De acordo com informações do jornal Valor Econômico, essa é uma área que chama a atenção de potenciais investidores, uma vez que o banco possui 96 milhões de cartões de débito e 5 milhões de cartões de crédito. Um executivo de uma gestora de private equity americana não identificado pela publicação ressaltou  que a liquidez observada no cenário mundial atrai capital para o Brasil, o que pode ser um benefício para a Caixa. "O discurso do governo não poderia ser melhor. A segunda linha de liderança é robusta e há capacidade de melhoria do ambiente no país", disse. Esse tipo de pensamento é compartilhado pelo sócio de uma gestora de recursos. "Qualquer gestor que tem visão de médio e longo prazo, se o preço tiver correto, deve participar dessas ofertas", afirmou.

O novo presidente da Caixa inspira confiança, segundo esse gestor, que lembrou que o executivo trabalhava com ofertas públicas iniciais (IPOs). Um caráter encarado como potencial risco pelos gestores é o fato da Caixa ser uma estatal. "É como a BR Distribuidora, que tem um desconto grande, não pela sua eficiência operacional, mas por ser do governo", afirmou.

*Com supervisão de Gabriela Freire Valente.

 

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