Carteira de small caps pode ser impulsionada em 2019 por maior fluxo de capital estrangeiro e mais IPOs

Apesar das expectativas, especialistas alertam que esse tipo de ação depende do cenário doméstico

Por Marina Hernanz* - redação@lexisnexis.com.br

O maior fluxo de capital e de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) em 2019 poderá impulsionar a carteira teórica de small caps, que reúne ações de empresas com baixa capitalização. Nos dados da série histórica da B3 de novembro passado, os papéis tiveram uma valorização de 13,4% em relação a novembro de 2017. Para especialistas consultados pelo Diário do Comércio e Indústria (DCI), as ações que devem se destacar na categoria são as que envolvem construção civil, varejo e bens de capital.

Com as expectativas para 2019, o gerente de renda variável da Ativa Investimentos, Rodrigo Rocha, alerta que as estimativas quanto ao fluxo de capital estrangeiro e as perspectivas de um volume maior de IPOs ainda dependem de mais clareza sobre as reformas necessárias para o Brasil. “Diferente dos papéis do Ibovespa, os small caps dependem muito do cenário doméstico e para que qualquer impacto seja sentido é preciso que o fator Previdência chegue a um denominador comum para que o setor comece a caminhar de forma mais atrativa”, afirma o gerente. “Isso, porém, só será visto ao final do primeiro semestre de 2019”.

De acordo com análise do especialista em ações da Levante, Eduardo Guimarães, enquanto o Ibovespa caia 1,8% em dezembro, a carteira de small caps subia 2,1% na mesma base de comparação. “Isso também ocorre por conta da perspectiva de crescimento de lucro dessas empresas que, por serem menores e com custos mais controlados, têm altas muito superiores no lucro”, explicou Guimarães. Entre as ações que tiveram maior peso na categoria, a Azul com participação de 5,16% da carteira, Sul América com 3,92%, CVC Brasil com 3,89%, Estácio Participações também com 3,89% e Bradespar com 3,44 %. Para esse ano “Tegma Logística, Randon, Marcopolo e Tupy, por exemplo, são empresas boas e com grande potencial. Além disso, papéis de varejo, setor imobiliário e até as novatas de saúde, como Hapvida e Intermédica também podem se destacar”, destaca Guimarães.

* Com supervisão de Gabriela Freire Valente

 

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