Otimismo do mercado antecipa possível melhora da classificação de risco do Brasil

Governo precisa cumprir agenda econômica que agrade os investidores para elevar rating

Por Marina Hernanz* - redação@lexisnexis.com.br
Notas de classificação de risco do mercado brasileiro podem aumentar
Notas de classificação de risco do mercado brasileiro podem aumentar
Shutterstock.com

O otimismo do mercado para novos investimentos está elevando a expectativa pela melhora nas notasde classificação de risco do Brasil. Segundo o jornal Valor Econômico, o preço atual cobrado pelos investidores globais para se proteger gira em torno dos 180 pontos-base, pontuação cada vez mais próxima ao de emergentes que carregam o selo de grau de investimento, que indica baixo risco de calote, como México e Rússia. No entanto, especialistas da área ressaltam que o otimismo no mercado brasileiro precisa de ações concretas do governo para que consiga aumentar o rating.

As percepções dos investidores que esperam fazer negócios no Brasil melhoraram após as eleições, com expectativas para o ajuste fiscal. Essa situação abaixou o custo do seguro contra calote do Brasil, que hoje é considerado moderado. Para os especialistas ouvidos pelo Valor o custo tem espaço para cair conforme a agenda econômica é conhecida. As medidas que sustentam o otimismo, no entanto, precisam de respaldo do Congresso. Os especialistas afirmam que as agências de classificação de risco devem esperar o avanço das reformas antes de mudar a nota do Brasil.

Para os investidores estrangeiros, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) ainda gera incertezas e a nomeação de muitos militares para compor o governo causa estranheza. A presidente do Goldman Sachs no Brasil, Maria Silva Bastos, tentou tranquilizar os investidores em um relatório enviado a clientes internacionais na terça-feira (15). A presidente do banco afirma que a democracia brasileira não está ameaçada e que os militares no governo atual fazem parte de uma nova geração militar que não foi parte da ditadura no Brasil. "E podem até agir como um poder moderador dentro do governo", avalia. Para Maria Silva Bastos, a perspectiva econômica é positiva e o Goldman Sachs espera crescimento acima de 2% para o PIB em 2019, o que não acontece desde 2013. "Esperamos que mais companhias abram capital ou emitam ADRs em bolsas estrangeiras em 2019. Vemos oportunidades de fusões e aquisições em infraestrutura e esperamos um boom do setor de óleo e gás este ano”, disse.

*Com supervisão de Gabriela Freire Valente

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